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DO CAMINHO
Cap.
X do
Evangelho Segundo o Espiritismo – Itens 5 e 6
Esperavas
ansiosamente a criatura irmã, na soleira do lar, e o matrimônio trouxe alguém
a reclamar-te sacríficio e ternura.
Contavas
com teu filho, mas teu filho alcançou a mocidade sem ouvir-te as esperanças.
Sustentavas-te
no companheiro de ideal e, de momento para outro, recolheste mistura vinagrosa
na ânfora da amizade em que sorvias água pura.
Mantinhas
a fé no orientador que te merecia veneração e, um dia, até ele desapareceu
de teus olhos, arrebatado por terríveis enganos.
Contudo,
embora a dor de perder, continua no trabalho edificante que vieste realizar…
Ninguém
reprova o doente porque sofra mal-humorado.
Ninguém
censura a árvore que deixou de produzir porque o lenhador lhe haja decepado os
braços frondejantes.
Quase
sempre, aqueles que tomamos por afetos mais doce, crendo abraçá-los por
sustentáculos da luta, simbolizam tarefas que solicitam renúncia e apostolados
a exigirem amor.
Não
importa o gelo da indiferença, nem o bramido da incompreensão, se buscamos
servir.
O
coração mais belo que pulsou entre os homens respirava na multidão e seguia só.
Possuía legiões de Espíritos angélicos e aproveitou o concurso de amigos frágeis
que o abandonaram na hora extrema. Ajudava a todos e chorou sem ninguém. Mas,
ao carregar a cruz, no monte áspero, ensinou-nos que as asas da imortalidade
podem ser extraídas do fardo de aflição, e que, no território moral do bem,
alma alguma caminha solitária, porque vive tranquila na presença de Deus.
Do
Livro: O Espírito da Verdade
ALBINO TEIXEIRA
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