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Desde
tempos imemoriais, idealizam as criaturas mil modos de se apresentarem a Deus e
aos seus mensageiros.
Muita
gente preocupa-se durante a existência inteira em como talhar as vestimentas
para o concerto celestial, enquanto crentes inumeráveis anotam cuidadosamente
as mágoas terrestres, no propósito de desfiá-las em rosário imenso de
queixas, diante do Senhor, à busca de destaque no mundo futuro.
A
maioria dos devotos deseja iniciar a viagem , além da morte, com títulos de
santos; todavia, não há maneira mais acertada de refletirmos em nossa posição,
com verdade, além daquela em que nos enquadramos na condição de trabalhadores.
O
mundo é um departamento da Casa Divina.
Cátedras
e enxadas não constituem elementos de divisão humilhante, e sim degraus hierárquicos
para cooperadores diferentes.
O
caminho edificante desdobra-se para todos.
Aqui,
abrem-se covas na terra produtiva, ali, manuseiam-se livros para o sulco da
inteligência, mas o espírito é o fundamento vivo do serviço manifestado.
Classificam-se
os trabalhadores em posições diferentes, contudo, o campo é um só.
No
centro das realidades, pois, não se preocupe ninguém com títulos
condecorativos, mesmo porque o trabalho é complexo, em todos os setores de
cooperação bem vivida. Eis o motivo pelo qual julgamos com Paulo que a maior
vitória do discípulo será a de apresentar-se, um dia, ao Senhor, como obreiro
aprovado.
Do
livro: Pão Nosso
Emmanuel
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